Arquivo de Setembro, 2008

29
Set
08

ACABOU-SE O FDR E INICIOU-SE O PDR

SEJAM TODOS BEM-VINDOS AO PDR – PROJECTO DEMOCRACIA REAL!

UM PROJECTO PARA O SÉCULO XXI! 

Tendo sido decidido, encerrar o FDR-Fórum Democracia Real, no dia 26 de Setembro de 2008, entendeu-se virar uma página e iniciar uma nova caminhada, numa nova estratégia. Estando cientes de que os fóruns estão a perder a importância que tinham há uns tempos atrás, a Administração do FDR-Fórum Democracia Real decidiu mudar de rumo. 

Naturalmente, que depois de terem sido escritas pelos diversos membros do fórum, mais de 11 mil mensagens, um record, diga-se, entendemos que realmente a “Democracia Real” só pode ser um Projecto e um projecto de troca de ideias. 

A Democracia Real, em si, é uma Ideologia. E esta ideologia, que não representa mais do que uma vontade em dar a Portugal uma Monarquia Parlamentar e Democrática, tal qual como existe noutros países Europeus, entendeu-se que a melhor forma de garantir uma continuidade do Projecto que se iniciou a 19 de Agosto de 2004, é prosseguir no espaço da Blogosfera. A Worpress garante-nos todas as condições de projecção do nosso Ideal, e rapidamente os resultados estarão à vista. 

O PDR-PROJECTO DEMOCRACIA REAL, tem dois Administradores. E terá mais 7 colaboradores. Membros do ainda existente FDR-Fórum Democracia Real, cujo encerramento está previsto para o dia 30 de Setembro.

Até lá, os Administradores deste Blogue, irão recolher as suas melhores participações. Os 7 colaboradores que forem convidados, farão o mesmo, recolhendo os melhores textos que escreveram no FDR-Fórum Democracia Real.

Portanto, não é, nem nunca foi, vontade dos Administradores deste Blogue, deste Projecto, que no fundo existe há 4 anos, de haver uma total separação e choque de interesses com a Aliança Internacional Monárquica Portuguesa e muito menos desistimos dos nosso propósitos.

Apenas entendemos que o quadro que vigorou entre 30 de Abril e 26 de Setembro de 2008 tinha que mudar. O Projecto da Democracia Real é um projecto Independente. Feito por pessoas independentes. Com total liberdade de pensamento. O que não significa que a breve trecho, não façamos um novo acordo com a AIMP, unica organização capaz de garantir prosperidade ao PDR. 

E sendo que nós, temos em mãos um Projecto de longo prazo, entendemos que chegou a hora de nos afirmarmos como tal, para criar alternativas credíveis para o futuro de Portugal. 

Não aceitamos a vigência da impossiblidade Constitucional de os Portugueses não poderem se pronunciar sobre o tipo de Chefia do Estado que entendem! Achamos ser uma atitude prepotente, ditatorial, da III Republica que condenamos vivamente. 

Somos e seremos sempre Leais a Suas Altezas Reais o  Senhor Dom Duarte e Dona Isabel, Duques de Bragança e Herdeiros, como representação viva da Herança Histórica que recebemos e na qual atribuimos todos os direitos e deveres na continuidade Dinástica, que seguirá no futuro em Dom Afonso de Bragança. 

Trabalharemos para que a divulgação, que estamos convencidos é a chave da restauração da Monarquia, ou melhor dizendo da Transição para a Monarquia, valha realmente a pena. 

Temos todas as condições para isso. 

Viva o Rei!

Viva Portugal! 

David Garcia,

Administrador do PDR

- PROJECTO DEMOCRACIA REAL

NOTA: Este Espaço faz parte da Rede da AIMP, como poderá verificar aqui

20
Set
08

Relações com a Suécia – pós Restauração de 1640

Dom João IV procurou estabelecer relações com os países do norte, enviando em Março de 1641, Francisco de Sousa Coutinho à Dinamarca e à Suécia. Na Dinamarca, o enviado Português não conseguiu ser recebido pelo Rei Cristiano IV, que, na altura, fazia esforços para exercer a função de mediador entre as potências em conflito na Guerra dos Trinta Anos e não queria comprometer a sua situação reconhecendo um monarca em guerra com a Espanha.

Sousa Coutinho seguiu para a Suécia que, na menoridade da Rainha Cristina, era governada pelo famoso ministro Axel Oxenstierna que acolheu favoravelmente o enviado português. Das negociações que se seguiram resultou o acordo de paz assinado em Estocolmo em 29 de Julho de 1641.

O tratado, além de estabelecer a paz entre ambos os países, estipulava que nenhum deles ajudaria um inimigo comum ou apenas de uma das partes e que os súbditos suecos poderiam «livremente navegar aos reinos de Portugal e dos Algarves e às Províncias e Ilhas que a eles pertencem» e comerciar também livremente nos territórios portugueses, estabelecendo diversas normas para regular o comércio e a navegação de ambos os países.

14
Set
08

Os 100 anos do Império CUF

Ergueram-se chaminés e durante 100 anos o Barreiro respirou o fumo do progresso industrial que, ao mesmo tempo, pintou os prédios envolventes de um cinzento poluído. Nasceu a Companhia União Fabril (CUF), à beira do Tejo e com vista para Lisboa, com várias fábricas para produzir Ácidos, Adubo, Cobre, Química Orgânica, Metalomecânica e Têxtil.

Cresceu uma população de 7800 habitantes para 26 mil, nos anos 46, e 60 mil, nos anos 70 – mais de 30 anos de franca expansão da maior indústria do País.

Convivia o emprego com a pobreza de muitas famílias, a par de uma política social ímpar. Alfredo da Silva, cáustico para os inimigos mas capaz de se misturar com operários e dizer palavrões, foi o “patrão” deste império. O genro, Manuel de Mello, sucedeu-o e, depois, os netos Jorge e José Manuel. Tudo se deu entre convulsões de operários que lutavam pela liberdade; e guerras históricas.

Construção entre a queda do regime monárquico e o início do Estado Novo

A fundação da CUF, a 19 de Setembro de 1908, sucede ao regícidio do Rei D. Carlos e do Príncipe D. Luís Filipe. Alfredo da Silva, o patrão da indústria no Barreiro, era monárquico e apoiante de João Franco, tendo sido seu deputado. Em 1910 é instaurada a Primeira Republica. É entre este turbilhão político e social que a CUF se organiza. Em 1917 dá-se a Revolução Russa, marcando o início do marxismo e da consciencialização operária. “No Barreiro havia uma franja de operários, mais politizada e ao corrente do que internacionalmente ia acontecendo, ligada a algum radicalismo e a forças sindicais desse período. Os outros viviam na dependência da construção paternalista da CUF”, explica Miguel Figueira de Faria, autor da Biografia de Alfredo da Silva, editada pela Bertrand. Em 1918, o indústrial afasta-se da política após o assassinato de Sidónio Pais. Seguem-se greves na CUF e Alfredo da Silva exila-se em Espanha, dois anos, ao escapar a uma tentativa de assassinato. Em 1921, os liberais ganham as eleições e o indústrial volta a ser alvo de atentado. Parte novamente para Espanha, de onde regressa em 27. Com Salazar não terá tido intimidade, mas terá colhido os seus dividendos. Alfredo da Silva demonstra “apoio aos nacionalistas na Guerra Civil de Espanha”, recorda o historiador Miguel Figueira de Faria.

Livros, selos, colóquios e exposições marcam centenário no Barreiro

O Centenário da CUF, que se comemora sexta-feira, é evocado no livro “Alfredo da Silva, a CUF e o Barreiro”, assinado pelo jornalista do “Jornal de Negócios”, Fernando Sobral, e por Elisabete Sá e Agostinho Leite.

Trata-se de uma investigação ao grande império da CUF e ao seu fundador. Além de retratar também “a relação entre a CUF e o Barreiro”, segundo explica Fernando Sobral. Na sexta-feira será apresentado o álbum fotográfico “A Fábrica”, coordenado por Leal da Silva, Sardinha Pereira e António Camarão. E será lançado também o livro do jornalista Jorge Morais “Rua do Ácido Sulfúrico”. No mesmo dia, às 17h, no restaurante Palácio Alfredo da Silva, no bairro Operário da CUF, no Barreiro, realiza-se a cerimónia de colocação do carimbo de primeiro dia em algumas colecções de selos da CUF. Nas comemorações dos 100 anos da CUF, a Universidade Autónoma de Lisboa promove o Colóquio Internacional “A Industrialização em Portugal no séc. XX: o Caso do Barreiro”, a realizar a 8, 9 e 10 de Outubro, no Auditório Municipal Augusto Cabrita, no Barreiro. As inscrições terminam amanhã (em www.universidade-autonoma.pt ) . A 10 de Outubro inaugura a exposição “100 anos da CUF no Barreiro”, no Museu Industrial da Quimiparque.

Alfredo da Silva e Manuel de Mello

“O excepcional em Alfredo da Silva face aos grandes empresários é as suas condições psicossomáticas extraordinárias, energia e agressividade a raiar os limites e o gosto e capacidade de correr riscos nos negócios”, caracteriza Miguel Figueiredo de Faria, autor da biografia de Alfredo da Silva (Bertrand), e vogal do Conselho Directivo da Universidade Autónoma de Lisboa. O pai da CUF, formado em Gestão e na área industrial, “era dos grandes industriais o que melhor tratava o trabalhador”. Misturava-se com os operários, dizia uns palavrões e contava anedotas, mas era cáustico com aqueles que imaginava que lhe pudessem fazer frente. Jorge de Mello contou, na apresentação da biografia do avô, que uma vez lhe perguntou o “porquê tantas fábricas”. Alfredo da Silva terá respondido: “porque é a minha obrigação”. “Alfredo da Silva não conheceu Salazar no seu expoente máximo porque morreu em 1942″, aos 71 anos, “atendendo a que Salazar sobe ao poder nos anos 30 e que o plano de Salazar é uma imagem consolidada nos anos 60″. O “patrão”, como ainda hoje é recordado por antigos funcionários, “tinha a força necessária à construção de um mito”. Não tendo um filho varão, pergunta a Manuel de Mello, o noivo da única filha, Amélia: “Casa-se também com a CUF?” Seguiram-se mais de 20 anos de trabalho conjunto até Mello se tornar no “principal responsável pelo grupo CUF entre a Segunda Grande Guerra e a primeira metade dos anos 60″, lê-se na biografia de Manuel de Mello )Inapa), escrita por Manuel Figueira de Faria. A cadeia iniciada por Alfredo da Silva foi prolongada até hoje pelos netos Jorge e José Manuel, já que em 1966 Manuel de Mello morre. Mas garante a presença na administração do grupo do irmão Diogo de Mello e do primo António Vasco de Mello. A CUF foi o “grupo económico de maior expansão no País até 74″.

Nota final: A CUF chegou também a ter um Clube de Futebol, na primeira divisão desde a época 53/54 e durante 22 anos. Manuel de Oliveira, como treinador, na época em que foi inaugurado o Estádio Alfredo da Silva, que conseguiu levar o Grupo Desportivo CUF às Competições Europeias batendo o AC Milan por 2 a 0 em casa, em 1965! Do GD da CUF saíram vários jogadores para o Sporting Clube de Portugal e para o Sport Lisboa e Benfica.

Fonte: Revista Domingo do Correio da Manhã, do dia 14 de Setembro de 2008

06
Set
08

A Casa Ducal e Real de Bragança

04
Set
08

Portugal e a Guerra da Independência dos Estados Unidos da América

 

Quando o governo português tomou conhecimento da intenção  das colónias britânicas da América do Norte de proclamarem a sua independência da coroa britânica, publicou um decreto que interditava os navios americanos de penetrarem nos portos portugueses. O decreto tinha a data de 4 de Julho de 1776, que, coincidentemente, foi a data em que os representantes das colónias britânicas, reunidos em Filadélfia, proclamaram solenemente essa independência.

Esta atitude de Pombal, que chefiava ainda o governo de Lisboa, foi ditada, fundamentalmente, pelo seu desejo de não desagradar à Grã-Bretanha cujo auxílio o ministro português procurava nas negociações com a Espanha acerca dos limites do Brasil.

Em Fevereiro de 1777 D. José I faleceu e Pombal foi destituído, o que levou Benjamin Franklin e Silas Deane, comissários do Congresso Continental americano em Paris, a dirigir um apelo ao secretário dos Negócios Estrangeiros de Portugal para anular aquela interdição. Em Outubro desse ano, finalmente, assinado o tratado de Santo Ildefonso com a Espanha, que pôs termo à contenda existente entre ambos os países ibéricos sobre os pontos ainda em litígio acerca dos limites do Brasil, e, a partir desta data, verifica-se claramente uma disposição do governo português para adoptar uma política de neutralidade em relação ao conflito que a questão da independência das colónias britânicas na América fizera surgir entre a Grã-Bretanha e a França, apoiada pela Holanda e, mais tarde, pela Espanha. Apesar dos laços que ligavam Portugal à Grã-Bretanha, a diplomacia portuguesa conseguiu habilmente que o governo de Londres reconhecesse a neutralidade portuguesa neste novo conflito opondo importantes potências europeias.

Como os Britânicos desrespeitaram frequentemente a neutralidade portuguesa utilizando as águas portuguesas para operações de guerra, o governo de Lisboa, por decreto de 30 de Agosto de 1780, tomou várias providências acerca dos corsários dos países em guerra; a partir de Outubro desse ano reforçou as suas forças navais para poderem fiscalizar mais eficazmente as águas portuguesas; e, em 13 de Julho de 1782, aderiu à chamada «neutralidade armada», proclamada por Catarina II da Rússia, que tinha por objectivo proteger com as respectivas marinhas de guerra o comércio marítimo dos países neutros.

Após a derrota das forças britânicas em Yorktown, a 19 de Outubro de 1781, e a assinatura do tratado preliminar de paz de 30 de Novembro de 1782 entre britânicos e americanos, o governo de Lisboa reconheceu a independência dos Estados Unidos da América pelo decreto real de 15 de Fevereiro de 1783. O tratado que pôs termo à guerra foi assinado em Paris em 3 de Setembro desse ano, pelo que Portugal, juntamente com a França e a Holanda, foi um dos três únicos países que reconheceram a independência americana antes de o Tratado de paz ser assinado. Dado que a França e a Holanda se encontravam em guerra com a Grã-Bretanha, Portugal foi o primeiro país neutro a proceder a esse reconhecimento e o único que o fez antes daquela assinatura.




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