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Portugal, do Condado Portucalense à Modernidade

1_fundacao_p1Pequena cronologia:

1086 – Afonso VI de Leão e Castela é derrotado pelos Almorávidas, na Batalha de Zalaca. Os Almorávidas criaram o conceito de “Jihad” (Guerra Santa, neste caso contra os Cristãos). 

1096 – atribuição do Condado Portucalense ao Conde Dom Henrique e a Dona Teresa, pais de Dom Afonso Henriques.

1128 – Batalha de São Mamede. Dom Afonso Henriques toma posse do Condado Portucalense.

1139 – Batalha de Ourique. Dom Afonso Henriques começa a usar o título de Rei. 

1143 – Batalha de Arcos de Valdevez. Tratado de Zamora e reconhecimento por parte de Afonso VII de Leão e Castela, de Dom Afonso Henriques, Rei de Portugal.

1179 – Bula Manifestis Probatum. O Papa Alexandre III reconhece Dom Afonso Henriques Rei de Portugal, em pé de igualdade com outros Reis da Cristandade. 

1249 – Dom Afonso III conquista definitivamente o Algarve.

1297 – Tratado de Alcanizes. Definição definitiva das fronteiras do Reino. 

Porquê que se constitui no século XII um Reino chamado Portugal?2_quinas_p1

Temos factores de ordem política, social e religiosos.

Fenómeno político em que intervêm diversos factores. A saber: lutas pelo poder, reconquista Cristã. Rivalidades entre Reinos Cristãos. Estrutura Eclesiástica. Vinda de guerreiros e clérigos. 

Principais factores de Identidade Nacional:

-Religião – o Cristianismo (Católicos)

- Organização eclesiástica organizada em Paróquias

- Língua// Unidade Política. 

À medida que a unidade política se expande, a língua também ajuda a manter a unidade nacional. 

O Centro do Poder estava onde estava a Coroa. A Coroa e seus apoiantes andavam pelo Reino em guerra contra os Muçulmanos – Reconquista Cristã.

Só depois de 1249, com a conquista definitiva do Algarve, Dom Afonso III dá a Lisboa o título de Capital do Reino. 

Em 1297, é assinado o Tratado de Alcanizes, no Reinado de Dom Dinis, para definir as fronteiras do Reino.

Durante o século XIII, decorreram nos reinados de Dom Afonso II e Dom Sancho II crises políticas e económicas gravissimas. 

3_pt_algarve_p1Com Dom Afonso III surge uma nova administração. Com Dom Dinis há um incremento e aumento do comércio e é iniciada a plantação do Pinhal de Leiria e é criada a Universidade de Coímbra. De Dom Afonso IV a Dom Fernando I, crise económica, política e guerras com Castela. 

“Portugal é um País pequeno, mas Grande nas Gentes”.

Como é que um País com tanta diversidade consegue se manter desde o século XII até hoje, independente?

Necessariamente, devido aos factores de unificação e de identidade que ganharam coerência e capacidade de união. Ao longo da História há factores de unificação:

1- Religião – aglutinação. Capacidade superior ao da Coroa (Estado). A Paróquia unia as pessoas e estava organizada em Bispados ou Arcebispados, como o de Braga. Administração da Igreja Católica, Apostólica e Romana. A Administração Eclesiástica tornou-se ao longo do tempo diferente das dos outros Reinos Europeus.

2- Língua – A língua não precede a identidade política.

3- Unidade política – factor determinante para a Soberania Nacional.

4- Migrações Norte/Sul – processo de formação do País. À medida que Portugal se expandia, havia migrações. Porquê um factor de unidade? Porque trazem a mesma religião; há uniões matrimonais entre os locais e os migrantes. E a cultura.

5- Consciência nacional – sentimento partilhado por todo um povo que faz parte da mesma unidade. Que tem valores e propósitos comuns e uma História Comum. Naturalmente, individualiza-se em relação às outras Nações. 

 



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